Extinção da Humanidade discutida pelos
cientistas

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Por
Jornalista Nelson Marialva
O tempo da Terra é curto e teremos de sobreviver no Espaço. Esta afirmação foi feita à imprensa pelo físico Stephen Hawking. Mas, para o professor e também físico sueco da Faculdade de Filosofia de Oxford, Nick Bostrom, ainda temos chances. Segundo ele, as pessoas terão apenas que fazer as coisas de forma certa ou, do contrario, este pode ser o último século da Humanidade.
Nick
Bostrom, que é diretor fundador do Instituto do Futuro da Humanidade,
alocado na Oxford Martin School, afirmou à Folha Universal que o grande
inimigo do homem é o próprio homem. “Com o fruto de nossas atividades
nos avanços tecnológicos, nós estamos produzindo, de forma cada vez mais
acelerada e avançada, tecnologias que proporcionam conforto, segurança,
agilidade, mais saúde, maior tempo de vida. E são exatamente essas
tecnologias, o conceito por trás delas, as pesquisas nos níveis mais
avançados de diferentes áreas (biologia, física, química, medicina,
ciência da computação) que podem, justamente se voltar contra os
‘feiticeiros’”, anunciou Bostrom.
Para ele,
o risco de extinção da Humanidade não deve vir de fenômenos da
natureza, mas do próprio homem. “Tecnologias novas sendo exploradas sem
que se saiba de suas consequências em longo prazo podem causar
catástrofes por acidente ou propositalmente”, declarou o físico sueco.
Ameaça espacial –
Para o professor Nick Bostrom, asteroides, terremotos, erupções
vulcânicas e outros fenômenos têm chances extremamente pequenas de
acabar com a Humanidade. No entanto, Stephen Hawking, um dos maiores
físicos e cosmologos do mundo, fez um alerta, durante palestra em Los
Angeles. “A extinção da raça humana pode estar próxima, a menos que
alguém descubra uma maneira de sobrevivermos no Espaço”, opinou Hawking,
ressaltando que não devemos sobreviver mais de mil anos, graças ao
tratamento que damos à Terra, um planeta muito delicado e doente,
segundo o cientista britânico james Lovelock, autor de “Hipotese de
Gaia” (2009), na qual defende que o planeta é um organismo vivo e, com o
aquecimento global, está adoecendo. “No passado, fui publicamente
cético sobre histórias apocalípticas, mas, desta vez, precisamos levar a
sério a possibilidade de que o aquecimento global esteja a ponto de
eliminar as pessoas da Terra”, disse Lovelock, lembrando que os maiores
danos que o aquecimento global causam não são só os drásticos
sobressaltos de eventos meteorológicos sem precedentes, como tempestades
violentas, inundações por chuvas ou um calor quase insuportável, o dano
virá da seca prolongada (como a de hoje na Região Nordestina (Brasil) e
na África, principalmente na Somalia, que já matou 30 mil crianças) ...
“Muitas partes do mundo sofrerão falta de água até o ano de 2030”,
adiantou.
O alerta
de Lovelock deixou o mundo preocupado, mas a consciência para salvar o
que restou ainda está longe das autoridades. No entanto, entre os
cientistas, houve mudança de posição, ou seja, os que eram céticos
quanto às histórias apocalípticas estão reavendo seus conceitos e
posições e, no momento, monitoram o crescimento do nível dos mares, que
avançam sobre as cidades, e a destruição da mata na Amazônia (última
grande floresta do planeta), devido o desequilíbrio que causa à
Natureza.
Foto/Inhabitat.com
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