terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O TEMPO DA TERRA É CURTO ?

Extinção da Humanidade discutida pelos 

cientistas


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Por
Jornalista Nelson Marialva


O tempo da Terra é curto e teremos de sobreviver no Espaço. Esta afirmação foi feita à imprensa pelo físico Stephen Hawking. Mas, para o professor e também físico sueco da Faculdade de Filosofia de Oxford, Nick Bostrom, ainda temos chances. Segundo ele, as pessoas terão  apenas que fazer as coisas de forma certa ou, do contrario, este pode ser o último século da Humanidade.
Nick Bostrom, que é diretor fundador do Instituto do Futuro da Humanidade, alocado na Oxford Martin School, afirmou à Folha Universal que o grande inimigo do homem é o próprio homem. “Com o fruto de nossas atividades nos avanços tecnológicos, nós estamos produzindo, de forma cada vez mais acelerada e avançada, tecnologias que proporcionam conforto, segurança, agilidade, mais saúde, maior tempo de vida. E são exatamente essas tecnologias, o conceito por trás delas, as pesquisas nos níveis mais avançados de diferentes áreas (biologia, física, química, medicina, ciência da computação) que podem, justamente se voltar contra os ‘feiticeiros’”, anunciou Bostrom.
Para ele, o risco de extinção da Humanidade não deve vir de fenômenos da natureza, mas do próprio homem. “Tecnologias novas sendo exploradas sem que se saiba de suas consequências em longo prazo podem causar catástrofes por acidente ou propositalmente”, declarou o físico sueco.
Ameaça espacial – Para o professor Nick Bostrom, asteroides, terremotos, erupções vulcânicas e outros fenômenos têm chances extremamente pequenas de acabar com a Humanidade. No entanto, Stephen Hawking, um dos maiores físicos e cosmologos do mundo, fez um alerta, durante palestra em Los Angeles. “A extinção da raça humana pode estar próxima, a menos que alguém descubra uma maneira de sobrevivermos no Espaço”, opinou Hawking, ressaltando que não devemos sobreviver mais de mil anos, graças ao tratamento que damos à Terra, um planeta muito delicado e doente, segundo o cientista britânico james Lovelock, autor de “Hipotese de Gaia” (2009), na qual defende que o planeta é um organismo vivo e, com o aquecimento global, está adoecendo. “No passado, fui publicamente cético sobre histórias apocalípticas, mas, desta vez, precisamos levar a sério a possibilidade de que o aquecimento global esteja a ponto de eliminar as pessoas da Terra”, disse Lovelock, lembrando que os maiores danos que o aquecimento global causam não são só os drásticos sobressaltos de eventos meteorológicos sem precedentes, como tempestades violentas, inundações por chuvas ou um calor quase insuportável, o dano virá da seca prolongada (como a de hoje na Região Nordestina (Brasil) e na África, principalmente na Somalia, que já matou 30 mil crianças) ... “Muitas partes do mundo sofrerão falta de água até o ano de 2030”, adiantou.
O alerta de Lovelock deixou o mundo preocupado, mas a consciência para salvar o que restou ainda está longe das autoridades. No entanto, entre os cientistas, houve mudança de posição, ou seja, os que eram céticos quanto às histórias apocalípticas estão reavendo seus conceitos e posições e, no momento, monitoram o crescimento do nível dos mares, que avançam sobre as cidades, e a destruição da mata na Amazônia (última grande floresta do planeta), devido o desequilíbrio que causa à Natureza.
Foto/Inhabitat.com

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